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Afinal as festas não correram tão bem quanto isso Imprimir e-mail
Escrito por Cruxe   
26-Ago-2008

Ao contrário do que eu tinha pensado, as festas não correram tão bem quanto isso.

Quer dizer, continuamos de consciência tranquila e com o sentimento de dever cumprido. Cumprimos o acordado com quem nos contratou e fizemos ainda mais. De início tinhamos sido contratados para fazer a cobertura dos espectáculos e foi para isso que foi dado o orçamento. Duas câmaras, que desde o início achámos e dissemos que era pouco (e acabámos por arranjar mais uma câmara sem operador, que não estava incluída no orçamento) e projecção em ecrã gigante dos espectáculos.

Foi isso que fizémos. Mas, a poucos dias das  festas, começam com conversas para fazer o cortejo, para fazer a procissão, para fazer as largadas de toiros, no fundo, para fazer a cobertura total das festas. Ou seja, a comissão, como é lógico, queria a cobertura quase 24h/dia, mas ninguém nos contratou para isso. Julgo que isso é uma questão entre a comissão e a empresa organizadora das festas, a qual nos contratou e perante a qual, e apenas a ela,  temos que dar explicações caso não tenhamos feito alguma coisa para a qual fomos contratados.

O que falhou? Penso que foi o facto de a empresa que nos contratou  ter tratado apenas dos espectáculos no recinto. Não trataram das largadas, nem da procissão, nada disso esteve a cargo deles. Por isso, quando pediram o orçamento focaram-se nos espectáculos.

E depois, vem o pessoal da comissão ter comigo, muito desiludido, porque eu sou de Coruche e devia saber como são as festas.

F***-se, o que é que o facto de eu ser de Coruche tem a ver para o caso? Niguém me pediu uma opinião técnica. Ninguém me pediu um orçamento. Eu fui CONTRATADO depois de o orçamento estar aceite. Vantagem de eu ser de Coruche? Apenas o facto de estar mais perto de casa.

Só se lembram de que eu sou de Coruche no final do trabalho? E antes? Porque é que não me pediram um orçamento?  Eu, sendo de Coruche, tinha logo feito as perguntas essenciais. Não, ninguém me pediu opinião e agora tenho que os ouvir?

F***-se, se cá viesse a TVI fazer uma reportagem, só porque eu sou da terra e trabalho na TVI, eles eram obrigados a fazer um trabalho melhor? Não, simplesmente porque eu não sou produtor, simplesmente porque eu não tomo decisões. Neste caso também fui contrato para fazer os espectáculos e foi o que fiz.

Uns dias antes das festas vieram-nos com a conversa do cortejo. Até lá ninguém nos tinha falado nada sobre o cortejo e como não estava incluído no orçamento inicial, foi dado um orçamento apenas para a cobertura do corjejo. Seria necessária outra equipa, porque não eram os "desgraçados" que estavam a trabalhar nos concertos e que sairam (saimos) do recinto todos os dias por volta das 4h da manhã que iam estar às 10h da manhã preparados para fazer o cortejo. Até ao final das festas ninguém falou mais no orçamento, pelo que demos como não aceite e não foi gravado.

As largadas não foram gravadas porque as DUAS câmaras contratadas estavam ocupadas até cerca das 2h da manhã. À tarde disponibilizamo-nos, mesmo não estando orçamentado, para fazer algumas imagens dos eventos que fossem pedidos. O que é que nos pediram? Procissão e Largada de Toiros no último dia. Ambos os eventos foram cobertos. Queixam-se do quê?

Depois vêem-me dizer que tinham outro orçamento que não aceitaram (provavelmente por ser mais elevado) e que incluia a cobertura do dia todo. E optaram pelo nosso, muito inferior, e nem se perguntaram onde estava a diferença de preço? Se calhar porque eram orçamentos diferentes e para coisas diferentes.

Conselho para as próximas comissões de festas: peçam orçamentos detalhados e façam contratos.

No final da "festa" fiquei a ganhar numa coisa: conhecimento. Há que aprender com os erros. Primeiro, aprendi que, a partir de agora, todos os orçamentos que der serão totalmente descriminados e quando os mesmos forem aceites faço um contrato assinado por ambas as partes. Os contratos servem precisamente para salvaguardar ambas as partes, para evitar confusões em que o contratante diz que o contratado não cumpriu com as obrigações ou o contratado alega que determinado trabalho não foi contratado..

Agora, um esclarecimento total: EU NÃO TIVE NADA A VER COM O TRABALHO. FUI CONTRATADO PARA DETERMINADA FUNÇÃO, QUE NESTE CASO COMPREENDIA APENAS OS ESPECTÁCULOS. ACHO QUE O TRABALHO FOI BEM FEITO E ESTOU DE CONSCIÊNCIA TRANQUILA.

Para o ano que vem, se quiserem, mesmo que não me contratem, ofereço-me para fornecer uma opinião técnica para evitar falhas como a que ocorreu este ano.

 
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